Ações de pesquisa voltadas para a sustentabilidade da agricultura no Semiárido cearense
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas à sustentabilidade da agricultura no Semiárido cearense, integrando estudos sobre agricultura irrigada e biossalina, manejo e recuperação de solos, recursos hídricos, produção animal e vegetal e inovação tecnológica.
Principais atividades
Entre as principais atividades estão o desenvolvimento de sistemas produtivos com águas salobras, a recuperação de áreas degradadas, o monitoramento da qualidade da água e dos recursos naturais e a aplicação de sensoriamento remoto, modelagem matemática e geoprocessamento. O núcleo também desenvolve tecnologias para irrigação, cultivo protegido, produção de forragens e planejamento sustentável dos sistemas agropecuários.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são realizadas em diferentes áreas do Ceará, incluindo perímetros irrigados, microbacias experimentais, áreas agrícolas e propriedades rurais. As ações contribuem para o uso mais eficiente da água e do solo, a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da agricultura familiar e o desenvolvimento de soluções tecnológicas adaptadas às condições do Semiárido.
Quem executa
As ações são coordenadas pelo Núcleo Sede do INCT AgriS, com participação de pesquisadores e estudantes vinculados aos Programas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Ceará (UFC), nas áreas de Engenharia Agrícola, Ciência do Solo e Zootecnia. O núcleo também conta com a colaboração de instituições nacionais e internacionais, institutos federais, órgãos públicos e parceiros locais.
Manejo de solo e água de qualidade inferior na agricultura irrigada
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas ao manejo sustentável do solo e da água de qualidade inferior na agricultura irrigada, com foco na convivência produtiva com a escassez hídrica e a salinidade no Semiárido. Os estudos buscam otimizar o uso dos recursos hídricos disponíveis, avaliar a tolerância de culturas às restrições hídricas e salinas e desenvolver estratégias capazes de reduzir seus impactos sobre a produção agrícola.
Principais atividades
As pesquisas envolvem estratégias de irrigação deficitária, uso de águas salobras, reaproveitamento de efluentes e águas residuárias, manejo e recuperação de solos salino-sódicos e avaliação de espécies e genótipos mais tolerantes ao estresse hídrico e salino.
Também são desenvolvidos estudos com culturas como maracujá, pinha, moringa, melão, melancia, milho, feijão, acerola, cajueiro, algodão, gergelim e hortaliças, além da avaliação de microrganismos benéficos, biochar, condicionadores de solo e substâncias mitigadoras do estresse. O núcleo ainda investiga tecnologias inovadoras para o tratamento e reaproveitamento de águas hipersalinas, processos de dessalinização, cultivo hidropônico e produção agrícola com maior eficiência no uso da água e de fertilizantes.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas principalmente no Semiárido do Rio Grande do Norte, contemplando sistemas agrícolas irrigados, áreas com solos afetados pela salinidade e regiões onde predominam fontes hídricas de qualidade inferior. Os estudos contribuem para ampliar o aproveitamento sustentável das águas disponíveis, recuperar áreas degradadas pela salinização e desenvolver sistemas produtivos mais resilientes às condições de escassez hídrica.
Os resultados gerados têm potencial para subsidiar práticas de manejo adaptadas às condições do Semiárido, reduzir os riscos associados ao uso de águas salobras e fortalecer a sustentabilidade produtiva, econômica e ambiental da agricultura irrigada na região.
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Quem executa
As ações são executadas pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), com participação de pesquisadores e estudantes vinculados aos Programas de Pós-Graduação em Manejo de Solo e Água e Fitotecnia. O núcleo conta ainda com a colaboração de pesquisadores e parceiros da UFC, UERN, UEPB, UFCG, EMATER-RN, EMPARN e do Centro Regional de Estudios del Agua (CREA), da Universidad de Castilla-La Mancha (UCLM), na Espanha.
Tecnologias em agricultura sustentável no Semiárido do Estado de Pernambuco
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas ao desenvolvimento e à aplicação de tecnologias para uma agricultura sustentável no Semiárido de Pernambuco, com foco no uso eficiente da água, manejo sustentável do solo, tolerância das culturas aos estresses hídrico e salino e adoção de estratégias de produção adaptadas às condições climáticas da região.
Principais atividades
As pesquisas abrangem o reuso agrícola de águas residuárias, irrigação deficitária, manejo de solos salinizados, uso de bioinsumos e microrganismos promotores de crescimento, cultivo hidropônico, manejo de culturas forrageiras e avaliação de espécies e genótipos tolerantes à seca e à salinidade. O núcleo também investiga os efeitos do aumento da concentração de CO₂ sobre as plantas, desenvolve ferramentas de sensoriamento remoto e aprendizado de máquina para o manejo da irrigação e utiliza modelagem hidrológica e de culturas para apoiar o planejamento agrícola.
Entre as tecnologias e estratégias avaliadas estão o uso de cobertura morta, matéria orgânica, silício, Trichoderma, fungos micorrízicos e bactérias promotoras de crescimento, além de técnicas para otimização do uso de água, nutrientes e radiação. As pesquisas também incluem estudos sobre evapotranspiração, eficiência do uso da água, produtividade de forrageiras e desempenho de diferentes culturas em condições de estresse.
Área de atuação e impactos
O trabalho é desenvolvido no Semiárido pernambucano, contemplando sistemas agrícolas irrigados e de sequeiro, cultivos convencionais e hidropônicos, áreas com risco de salinização e sistemas de produção de culturas alimentares e forrageiras. Os resultados contribuem para o uso mais eficiente dos recursos hídricos, a conservação e recuperação dos solos, a redução dos custos de produção e o aumento da resiliência dos cultivos diante da escassez hídrica e da salinidade.
O núcleo também atua na transferência e popularização do conhecimento, por meio de materiais didáticos, capacitações, dias de campo e intercâmbios científicos, aproximando os resultados das pesquisas de agricultores, técnicos e demais atores do setor produtivo.
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Quem executa
As ações são coordenadas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com participação de pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola, Ciência do Solo e Produção Vegetal. O núcleo conta ainda com a colaboração de instituições nacionais, como o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), e de parceiros internacionais, incluindo a University of Turin, a Universidade de Coimbra, a University of Florida e o USDA-ARS U.S. Salinity Laboratory.
Uso eficiente da água no Semiárido paraibano
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas ao uso eficiente da água na agricultura do Semiárido paraibano, com foco na redução dos impactos dos estresses hídrico e salino sobre as culturas e no desenvolvimento de estratégias de manejo que possibilitem manter a produtividade agrícola em condições de restrição hídrica.
Principais atividades
As pesquisas envolvem o manejo da irrigação, uso de bioestimulantes e microrganismos benéficos, aplicação de substâncias exógenas e aproveitamento de fontes alternativas de água e nutrientes. São avaliadas estratégias para o cultivo de frutíferas, algodoeiro, amendoim e hortaliças, tanto em condições de campo quanto em sistemas protegidos. O núcleo também desenvolve estudos em sistemas de cultivo sem solo, incluindo hidroponia e aeroponia, com culturas como melancia, tomate, quiabo, melão, rúcula e alface. As pesquisas avaliam respostas fisiológicas, crescimento, produtividade e qualidade dos frutos, buscando identificar alternativas de cultivo mais eficientes e adaptadas às condições do Semiárido.
Área de atuação e impactos
A área de atuação abrange principalmente o Semiárido da Paraíba, incluindo a área experimental do Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar da UFCG, em São Domingos, e comunidades rurais dos municípios de Pombal, São Domingos, Aparecida e Condado.
Os estudos contribuem para ampliar a eficiência do uso da água, identificar cultivares e estratégias mais tolerantes à seca e à salinidade, reduzir perdas de produtividade e estimular o aproveitamento de recursos disponíveis na região. As ações também fortalecem a transferência de conhecimento para comunidades rurais e apoiam o desenvolvimento de sistemas agrícolas mais resilientes às condições de escassez hídrica.
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Quem executa
As ações são coordenadas pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com participação de pesquisadores dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola e Horticultura Tropical. O núcleo conta ainda com a colaboração da Embrapa Algodão, Embrapa Agrobiologia, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (EMPAER), além da participação de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Aumento na eficiência do uso da água em frutíferas com melhoria nas pegadas hídrica e de carbono
O que o núcleo pesquisa
Atua em pesquisas voltadas ao aumento da eficiência do uso da água e à sustentabilidade da produção de frutíferas no Semiárido, com foco no aprimoramento do manejo da irrigação, uso de águas de baixa qualidade, cultivo protegido, aplicação de condicionadores de solo e redução das pegadas hídrica e de carbono dos sistemas agrícolas.
Principais atividades
As pesquisas envolvem o manejo eficiente da irrigação em culturas como cajueiro, coqueiro, tomateiro e meloeiro, com monitoramento da evapotranspiração e determinação de parâmetros para o uso racional da água. Também são desenvolvidos sistemas de cultivo protegido e sem solo, com uso de substratos e recirculação de soluções nutritivas, além da avaliação de nanoestimulantes e bioinsumos para aumento da produtividade e eficiência hídrica.
O núcleo também investiga o uso de águas salinas na irrigação suplementar do cajueiro, o emprego de biocarvão como condicionador de solo e estratégias de adaptação da agricultura às mudanças climáticas. Outra frente de pesquisa avalia as emissões de gases de efeito estufa e a pegada de carbono de sistemas produtivos, contribuindo para identificar práticas capazes de reduzir os impactos ambientais da produção agrícola.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são realizadas em diferentes regiões produtoras do Ceará e do Nordeste, incluindo áreas comerciais de cajueiro e coqueiro, a Serra da Ibiapaba, o Distrito de Irrigação Baixo Acaraú e o Campo Experimental de Pacajus, além de áreas produtoras de uva em Petrolina (PE).
Os resultados contribuem para aumentar a produtividade por unidade de água utilizada, reduzir o consumo de água e fertilizantes, melhorar o manejo de sistemas irrigados e desenvolver alternativas para o aproveitamento sustentável de águas de baixa qualidade. As pesquisas também apoiam a redução das emissões de gases de efeito estufa e a adoção de práticas agrícolas mais adaptadas às mudanças climáticas.
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Quem executa
As ações são coordenadas pela Embrapa Agroindústria Tropical, com participação de pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal do Ceará (UFC). O núcleo conta ainda com a colaboração da UFC, Universidade Estadual do Ceará (UECE), Tijuca Alimentos, Estufa Timbaúba, Distrito de Irrigação Baixo Acaraú e parceiros internacionais da Universidade da Califórnia, Davis, Universidade de Valladolid e Krilltech Nano Agtech.
Mecanismos fisiológicos, bioquímicos e moleculares de culturas agrícolas em resposta à salinidade e estresses ambientais
O que o núcleo pesquisa
Investiga os mecanismos fisiológicos, bioquímicos e moleculares envolvidos na resposta de culturas agrícolas à salinidade e a outros estresses ambientais, como déficit hídrico e temperaturas elevadas. Os estudos buscam compreender os mecanismos de adaptação e tolerância das plantas e gerar conhecimentos que contribuam para o desenvolvimento de estratégias de manejo e seleção de culturas mais resilientes às condições do Semiárido.
Principais atividades
As pesquisas estão organizadas em cinco eixos principais: estresse salino, estresse hídrico, uso de bioestimulantes, mecanismos associados à oxidase alternativa (AOX) e vias de biossíntese do ácido ascórbico (AsA).
São avaliadas respostas fisiológicas, metabólicas, bioquímicas e moleculares de culturas como arroz, feijão-caupi, soja, algodão, milho e videira, incluindo alterações na fotossíntese, metabolismo antioxidante, equilíbrio iônico, ajuste osmótico, microbiota rizosférica e expressão gênica. O núcleo também investiga o potencial de bioestimulantes, silício, microrganismos benéficos, compostos orgânicos e nanobioestimulantes na mitigação dos efeitos dos estresses ambientais.
Área de atuação e impactos
As pesquisas contribuem para a identificação de mecanismos e marcadores associados à tolerância das plantas à seca e à salinidade, subsidiando estratégias de manejo, seleção de genótipos e desenvolvimento de tecnologias para sistemas agrícolas mais resilientes. Os estudos também ampliam o conhecimento sobre a interação entre plantas, microrganismos e fatores ambientais, favorecendo o uso sustentável de recursos e a adaptação da agricultura às condições adversas do Semiárido.
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Quem executa
As ações são coordenadas pelo Núcleo de Bioquímica do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Ceará (UFC), com participação de pesquisadores vinculados aos Programas de Pós-Graduação em Bioquímica e Fitotecnia da UFC. O núcleo conta ainda com colaboradores da Universidade Federal do Piauí (UFPI), FunCROP, de Portugal, e University of Florida, nos Estados Unidos.
Solo como base para a agricultura sustentável no Semiárido
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas ao manejo, conservação, recuperação e uso sustentável dos solos do Semiárido, com foco na manutenção da qualidade e fertilidade do solo, recuperação de áreas degradadas, mitigação dos efeitos da salinidade e aumento dos estoques de carbono e nutrientes. Os estudos também buscam compreender os processos físicos, químicos, biológicos e biogeoquímicos que determinam a saúde e a capacidade produtiva dos solos da região.
Principais atividades
As pesquisas abrangem a recuperação de áreas degradadas e núcleos de desertificação, práticas de agricultura conservacionista, uso de plantas de cobertura, sistemas agroflorestais e estratégias de recuperação de pastagens. O núcleo também avalia o uso de biocarvões, digestatos, resíduos agroindustriais e lodo de esgoto como condicionadores e fontes alternativas de nutrientes, investigando seus efeitos sobre as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.
Outra frente de pesquisa envolve a caracterização e o diagnóstico de solos por meio de técnicas de espectroscopia e sensoriamento, com aplicação na identificação de salinidade, sodicidade e outros atributos físico-químicos. Também são desenvolvidos estudos sobre microbioma do solo, atividade enzimática, dinâmica de carbono e nutrientes e processos biogeoquímicos em ambientes da Caatinga, incluindo áreas sujeitas à desertificação e rios intermitentes.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas em diferentes ambientes do Semiárido, incluindo áreas agrícolas, solos afetados pela salinidade, áreas degradadas, núcleos de desertificação e ambientes naturais da Caatinga. Os resultados contribuem para a recuperação da qualidade dos solos, aumento dos estoques de carbono e nutrientes, redução da dependência de insumos minerais e desenvolvimento de práticas agrícolas mais sustentáveis.
As tecnologias avaliadas também apresentam potencial para o aproveitamento de resíduos agroindustriais e urbanos, a recuperação de áreas degradadas e o aumento da resiliência dos sistemas produtivos frente à salinidade, à degradação dos solos e às mudanças climáticas.
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Quem executa
As ações são coordenadas pelo Núcleo de Solos do Departamento de Ciências do Solo da Universidade Federal do Ceará (UFC), com participação de pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ciências do Solo da UFC. O núcleo conta com a colaboração de instituições como Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz(ESALQ/USP), Embrapa Agroindústria Tropical, Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA/CE), Fertsan e Universidade de Cranfield, no Reino Unido.
Produção hidropônica com águas salobras
O que o núcleo pesquisa
Trabalha com pesquisas voltadas à produção hidropônica de hortaliças e flores comestíveis utilizando águas salobras, com foco no uso eficiente de recursos hídricos de qualidade inferior no Semiárido. Os estudos avaliam a tolerância de diferentes espécies e cultivares à salinidade, buscando manter a produtividade, a qualidade dos alimentos e a viabilidade dos sistemas de cultivo.
Principais atividades
As pesquisas abrangem hortaliças folhosas, como alface, almeirão, acelga, chicória, coentro, rúcula e salsinha, hortaliças-fruto, como tomate, pimenta e pimentão, além de flores comestíveis. São avaliados sistemas hidropônicos como NFT, DFT, floating e modelos de aeroponia de baixo custo, incluindo estruturas adaptadas em torres de tubos de PVC. Os estudos também envolvem a avaliação das respostas fisiológicas e bioquímicas das plantas à salinidade, a seleção de espécies e cultivares mais tolerantes e o ajuste de soluções nutritivas para reduzir os efeitos do excesso de sais. O núcleo desenvolve ainda ações de capacitação para técnicos e estudantes e promove a divulgação dos resultados por meio de artigos, minicursos, palestras e eventos científicos.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas no contexto do Semiárido brasileiro , especialmente em sistemas de cultivo protegido e produção hidropônica. Os resultados contribuem para o desenvolvimento de alternativas tecnológicas para o aproveitamento de águas salobras na produção agrícola , ampliando as possibilidades de cultivo de hortaliças e flores em regiões com restrições de disponibilidade e qualidade da água.
As tecnologias avaliadas também contribuem para o uso mais eficiente dos recursos hídricos e para o desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados às condições ambientais do Semiárido, conciliando produtividade, qualidade e sustentabilidade.
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Quem executa
As ações são desenvolvidas pelo Núcleo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), com participação de pesquisadores dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola, Ciências Agrárias e Recursos Genéticos Vegetais da UFRB. O núcleo conta ainda com colaboradores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual do Oeste da Bahia (UNES), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Seleção de frutíferas potenciais para o Semiárido com tolerância ao estresse salino
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas à seleção e ao desenvolvimento de espécies e genótipos de frutíferas tolerantes à salinidade, buscando ampliar as possibilidades de cultivo em áreas do Semiárido afetadas por problemas de sais. Os estudos também avaliam estratégias para aumentar a tolerância das plantas ao estresse salino, incluindo o uso de substratos e elicitores.
Principais atividades
As pesquisas envolvem espécies como umbuzeiro, maracujazeiro e citros, com avaliação de diferentes níveis de salinidade da água de irrigação e de substratos produzidos a partir de lodo de esgoto tratado e casca de coco triturada. São analisados parâmetros de crescimento, fisiológicos, bioquímicos, anatômicos e histoquímicos, visando identificar mecanismos de tolerância e condições adequadas para a produção de mudas.
Também são desenvolvidos estudos para a seleção de porta-enxertos de citros tolerantes à salinidade, incluindo avaliações por fluorescncia da clorofila a, produção de fitomassa e análises bioquímicas e anatômicas. Os experimentos indicam materiais com maior estabilidade e potencial de tolerância ao estresse salino, além de estudos em andamento sobre o desempenho de plantas após a enxertia.
As atividades envolvem estudantes de iniciação científica e tecnológica, mestrado e doutorado, resultando na produção de relatórios, dissertações, teses e artigos científicos, além de ações de extensão e desenvolvimento tecnológico.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas no contexto do Semiárido brasileiro, com foco em áreas onde a salinidade da água limita a produção agrícola. Os resultados contribuem para a identificação de frutíferas e materiais genéticos mais tolerantes, o desenvolvimento de substratos para produção de mudas com águas salobras e o aproveitamento de resíduos como insumos agrícolas.
As ações também apresentam potencial para ampliar a produção frutícola em áreas afetadas pela salinidade e promover o uso produtivo de rejeitos salinos da dessalinização, incluindo iniciativas para implantação de unidades de produção biossalina em assentamentos rurais.
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Quem executa
As ações são desenvolvidas pelo Núcleo da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em parceria com a Embrapa Mandioca e Fruticultura, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Companhia de Saneamento de Sergipe (DESO) e colaboradores do setor privado, como BioWorld e Sergipe Citrus. O núcleo também conta com a participação de estudantes de graduação e pós-graduação e vem fortalecendo parcerias com instituições públicas para o desenvolvimento de unidades de produção biossalina em áreas rurais.
Estratégias de manejo para o uso eficiente da água e do solo nos cenários de mudanças climáticas dos cultivos irrigados do Semiárido brasileiro
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas ao uso eficiente da água e do solo em sistemas agrícolas irrigados, considerando os impactos das mudanças climáticas e dos estresses hídrico e salino no Semiárido. Os estudos buscam selecionar genótipos mais adaptados, desenvolver estratégias de manejo da irrigação e avaliar tecnologias que aumentem a eficiência dos sistemas produtivos.
Principais atividades
As pesquisas envolvem a seleção de materiais genéticos de capim-buffel, estilosantes, sorgo, milheto, feijão-caupi e milho tolerantes à salinidade, à restrição hídrica e ao aumento de temperatura. Entre os materiais avaliados, foram identificados acessos de buffel, milheto e estilosantes com maior potencial de produção sob condições de estresse.
Outra frente envolve o uso de bactérias promotoras de crescimento para aumentar a tolerância de buffel e milheto à salinidade, com diferentes formas de aplicação. Também são testadas tecnologias de monitoramento da água no solo e nas plantas, incluindo sensores, dendrômetros e plataforma web para acompanhamento em tempo real do estado hídrico de videiras e definição de estratégias de irrigação mais eficientes.
O núcleo também realiza avaliações de emissões de gases de efeito estufa e estoques de carbono no solo, buscando compreender os impactos dos sistemas produtivos e identificar estratégias de adaptação às mudanças climáticas.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas no Semiárido brasileiro, com destaque para os sistemas agrícolas irrigados do Vale do São Francisco. Os resultados contribuem para a seleção de cultivares e genótipos mais adaptados aos estresses ambientais, o uso racional da água de irrigação e o desenvolvimento de tecnologias para monitoramento e manejo dos cultivos.
As estratégias avaliadas apresentam potencial para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos, reduzir os impactos da escassez hídrica e da salinidade e fortalecer a resiliência da agricultura do Semiárido frente às mudanças climáticas, além de contribuir para o monitoramento de carbono e emissões de gases de efeito estufa.
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Quem executa
As ações são desenvolvidas pela Embrapa Semiárido, em parceria com instituições do Vale do São Francisco, incluindo Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Instituto Federal Baiano (IF Baiano), Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), além da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Embrapa Instrumentação.
Conservação e aumento da disponibilidade de água em pequenos reservatórios no Semiárido brasileiro: o pouco que vale muito
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas à redução das perdas de água por evaporação em pequenos reservatórios do Semiárido, considerando as condições de escassez hídrica, elevada radiação solar e altas temperaturas características da região. O objetivo é desenvolver soluções simples, sustentáveis e de baixo custo que contribuam para ampliar a disponibilidade de água, especialmente para comunidades rurais e sistemas de agricultura de subsistência.
Principais atividades
As pesquisas avaliam o uso de barreiras flutuantes produzidas com garrafas PET para reduzir a exposição do espelho d’água às condições atmosféricas e, consequentemente, diminuir as perdas por evaporação. Os primeiros experimentos foram realizados em mini reservatórios de 500 litros, com diferentes níveis de cobertura da superfície da água, além de um tanque evaporímetro Classe A para comparação dos dados.
Os resultados demonstraram redução da evaporação de até 40% com a utilização de barreiras flutuantes cobrindo 90% da superfície dos reservatórios, evidenciando o potencial da tecnologia para a conservação da água. A utilização de garrafas PET também apresenta um caráter sustentável, ao promover o aproveitamento de um resíduo de difícil degradação.
A pesquisa também identificou alterações na temperatura da água associadas ao aumento da cobertura, indicando a necessidade de novos estudos sobre possíveis efeitos da tecnologia sobre as condições físicas e ecológicas dos reservatórios. A segunda etapa prevê a instalação de reservatórios em campo para comparação entre sistemas com e sem cobertura.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são direcionadas às condições do Semiárido brasileiro, especialmente em comunidades rurais sujeitas à irregularidade das chuvas e à escassez hídrica. Os resultados contribuem para o desenvolvimento de uma alternativa de baixo custo para redução das perdas de água, com potencial de aumentar a disponibilidade hídrica para atividades agrícolas e outros usos.
A tecnologia também favorece o reaproveitamento de resíduos plásticos, associando conservação de recursos hídricos e sustentabilidade ambiental. Os resultados da primeira etapa foram apresentados e publicados nos anais do IX INOVAGRI International Meeting e do V SBS-AgriS.
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Quem executa
As ações são desenvolvidas pelo Núcleo IFCE/SDE do INCT AgriS, formado pela parceria entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) – Campus Sobral e a Secretaria Executiva do Agronegócio do Ceará. Os experimentos contam com a estrutura do Laboratório de Ensaios em Equipamentos de Irrigação (LEEI) do IFCE Campus Sobral.
Fenotipagem e indução de tolerância para otimizar o uso da água em feijão-caupi
O que o núcleo pesquisa
Trabalha com pesquisas voltadas à identificação e indução de tolerância do feijão-caupi aos estresses hídrico, térmico e salino, buscando otimizar o uso da água e aumentar a adaptação da cultura às condições do Semiárido e às mudanças climáticas. Os estudos integram técnicas de fenotipagem, diagnóstico de estresses e modelagem computacional.
Principais atividades
As pesquisas avaliam diferentes genótipos de feijão-caupi sob condições de estresse hídrico e térmico, com uso de elicitores, como a quitosana, para indução de tolerância. Também são testadas estratégias como o tratamento de sementes com PEG 6000, ácido silícico, silício e metionina.
A fenotipagem combina imagens termográficas, indicadores fisiológicos e bioquímicos para identificar respostas das plantas à restrição hídrica. Os dados obtidos são utilizados na construção e validação de modelos baseados emredes neurais artificiais, voltados ao diagnóstico do estresse e à seleção de genótipos mais tolerantes. Também são desenvolvidos estudos sobre tolerância à salinidade em variedades tradicionais de feijão-caupi.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas em Campina Grande, Lagoa Seca e Sumé, na Paraíba, em condições controladas e de campo. Os resultados contribuíram para a identificação de genótipos tolerantes a múltiplos estresses e para a validação de ferramentas de modelagem computacional capazes de auxiliar no diagnóstico de restrição hídrica.
As tecnologias desenvolvidas apresentam potencial para tornar o manejo do feijão-caupi mais eficiente, reduzir os impactos da escassez hídrica e contribuir para uma agricultura mais adaptada às mudanças climáticas no Semiárido.
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Quem executa
As ações são desenvolvidas pelo Núcleo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias, com participação de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação. Os trabalhos resultaram em dissertações e artigos científicos, contribuindo para a geração de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao cultivo do feijão-caupi.
Avaliação do crescimento, produtividade e qualidade nutricional de halófitas cultivadas com águas salobras do Semiárido nordestino
O que o núcleo pesquisa
Desenvolve pesquisas voltadas ao cultivo de halófitas com águas salobras, avaliando crescimento, produtividade, adaptação à salinidade e qualidade nutricional da biomassa. O objetivo é ampliar o aproveitamento de espécies tolerantes ao sal como alternativa para produção em regiões com restrições de disponibilidade e qualidade da água.
Principais atividades
As pesquisas envolvem as halófitas nativas Batis maritima (alecrim-do-mar), Sesuvium portulacastrum (beldroega-da-praia), Sesuvium portulacoides e Salicornia neei (aspargo-marinho). Foram desenvolvidos protocolos para produção vegetativa e germinação de sementes, incluindo técnicas de indução hormonal e avaliação de diferentes substratos e condições térmicas.
Também são realizados cultivos em bancadas hidropônicas, canteiros e balsas flutuantes, utilizando águas salobras provenientes da produção de tilápia e do cultivo de camarão marinho em sistemas de Bioflocos (BFT). Os experimentos avaliam o crescimento, a produtividade e a composição nutricional das plantas sob diferentes níveis de salinidade.
Área de atuação e impactos
As pesquisas são desenvolvidas em diferentes ambientes do Semiárido nordestino e em áreas costeiras com experimentos no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Os resultados contribuem para o desenvolvimento de alternativas de produção vegetal com águas salobras e efluentes da aquicultura, ampliando as possibilidades de uso produtivo de recursos hídricos de qualidade inferior.
O cultivo de halófitas também apresenta potencial para diversificação dos sistemas produtivos, aproveitamento de ambientes salinos e produção de biomassa com valor nutricional, fortalecendo estratégias de agricultura biossalina e uso sustentável da água.
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Quem executa
As ações são desenvolvidas pelo Núcleo UECE/FURG, em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a >EGE University</b>, em Izmir, Turquia. As atividades também envolvem estruturas de produção e pesquisa da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e do Instituto Federal do Ceará (IFCE), com experimentos realizados em Fortaleza e Sobral (CE).